Governo e Terceiro Setor ampliam relacionamento

February 14, 2015

 

 

Ocorreu no 02 de dezembro de 2014, na Universidade Federal de Rondônia (Unir) um encontro de 28 associações do Terceiro Setor com o governador Confúcio Moura. Durante duas horas estas entidades debateram sobre as propostas a serem fundamentadas, validando cada vez mais o trabalho das associações com o primeiro setor.

 

 A 17ª Rodada de Conversação teve início com a apresentação de um vídeo explicando ao público os fundamentos do Terceiros Setor e sua forma de atuação junto ao governo e a comunidade. “Durante a campanha eleitoral nos reunimos com o governador Confúcio Moura para saber quais eram as propostas de trabalho do seu governo voltadas para as organizações, e ao mesmo tempo levar até o chefe de Estado as nossas. Hoje reeleito viemos aqui referendar e discuti-las”, declara o gestor de projetos do Instituto Ágora de Educação Tecnologia e Responsabilidade Social, Rafael Vargas.

 

As principais das 14 propostas, que fazem parte de uma Carta de intenções regidas pela organização setorial, dizem respeito à sustentabilidade das organizações, “alinhando uma parceria do Estado com o Terceiro Setor, fazendo assim com que o executivo olhe para nós como um parceiro social”, enfatiza Vargas.

 

Confúcio Moura, agradecendo a presença de todos os seguimentos, ampliou a conversa ao destacar a criação das organizações na época em que atuava como deputado federal o que, segundo ele, se resumia em grandes modelos mas com bastante trabalho pelos desenvolvedores. Muitas sem um embasamento visando apenas o lucro financeiro fecharam as portas.  ”No Brasil, São Paulo é um dos poucos Estados onde o Terceiro  Setor tem grande influência, principalmente com a participação na saúde”, disse.

 

Confúcio deixou claro que é um apoiador do Terceiro Setor e citou algumas organizações que são exemplos em Rondônia, como a Casa Família Roseta, Irmãs Marcelinas, além de outras que buscam captar seus recursos não somente do Primeiro Setor. Como médico, o que mais lhe marcou na profissão, disse Confúcio Moura, “foi a descoberta do soro caseiro, que tirou muitas crianças da fila da morte. Algo simples e descoberto por alguém que atuava voluntariamente em uma ONG”, no caso a missionária Zilda Arns, morta em 2010 durante um violento terremoto, na cidade de Porto Príncipe.

 

O Governo do Estado programa para o orçamento de 2015 recursos da ordem de R$ 1,5 milhão para atender aos projetos sociais do Terceiro Setor. O Estado analisa cerca de 40 projetos que foram solicitados em diversas áreas sociais.

 

O gerente de Fomento do Terceiro Setor, ligado à Secretaria de Estado de Assuntos Estratégicos (Seae), Aroldo Vasconcelos destacou a colaboração do governo implementando as parcerias pela Lei 13.019/2004, que trata do regime jurídico das associações.

 

Diretora-geral da Associação Casa Família Rosetta, Giuci Fulco complementa e diz que “quem ganham com essa união entre os dois setores é a população que pode ter dois aliados fortes, com o setor do governo com sua parte econômica e técnica e o social que trabalham no meio há bastante tempo e sabe dos problemas que muitas vezes o Estado não consegue  chegar”.

O Terceiro Setor, representado pelas Organizações Não Governamentais (ONGs) e associações, é formado por instituições que funcionam sem fins lucrativos. A maioria sobrevive de rendas e incentivos privados, quando sólidas como a francesa Médicos Sem Fronteiras e a suíça  World Wide Fund for Nature (WWF). “O Terceiro Setor em Rondônia ainda funciona de forma primária. Precisamos profissionalizar nosso pessoal, sejam eles engenheiros, contadores, gestores de projetos voltados para esse seguimento, mas pelo Instituto Ágora nós pretendemos dar um norte ao Terceiro Setor”, comenta Rafael Vargas.

 

Fonte
Texto: Emerson Barbosa
Fotos: Ésio Mendes
Decom - Governo de Rondônia

 

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