Sessão solene em homenagem ao Hospital Santa Marcelina

O deputado Adelino Follador (DEM) foi o proponente da sessão solene realizada na tarde de segunda-feira (18), para entrega de Voto de Louvor em homenagem ao aniversário de 63 anos de fundação da antiga Colônia Jaime Abem Athar, atualmente chamado de Hospital Santa Marcelina. A instituição recebeu esse nome há 42 anos, quando a administração passou ser de responsabilidades das Irmãs Marcelinas.

Na presença de várias autoridades e representantes da instituição, o parlamentar agradeceu a presença de todos e salientou que a solenidade é uma homenagem ínfima perto da importância do hospital para Rondônia. Segundo o deputado, não há dúvidas de que se as irmãs fossem responsáveis pela saúde de todo o Estado, tudo seria melhor do que é.

Adelino Follador contou que conheceu o trabalho das irmãs no de 1978, quando coordenou campanhas de doações para arrecadar lençóis para a instituição. O deputado destacou a história de luta e dedicação das irmãs que, segundo o deputado, no passado, iniciaram os trabalhos com o mínimo de condições e estrutura.

Inaugurado em 13 de setembro de 1954, no Km 17 da BR 364, ainda no antigo Território Federal do Guaporé, a Colônia Jaime Abem Athar tinha finalidade de segregar portadores de hanseníase. Em 1975, as irmãs Marcelinas assumiram a administração e o desafio de um novo campo de trabalho.

“É uma honra poder homenagear uma instituição que tanto fez por Rondônia e parabenizar as irmãs Marcelinas, que tanto contribuem, não somente com a realização dos serviços na área da saúde, mas também na educação das futuras gerações”, declarou o deputado.

O presidente da Assembleia, Maurão de Carvalho (PMDB) registrou sua gratidão em participar da solenidade e elogiou o proponente Adelino Follador pela atitude. Maurão ressaltou a importância do serviço prestado pela Congregação Irmãs Marcelinas para a sociedade rondoniense.

O presidente se comprometeu, a partir de 2018, junto com os demais deputados, a trabalhar um orçamento que possa contribuir mais com a instituição no sentido de não deixar faltar medicamentos, garantir o bom atendimento característico da entidade e de atender as demais necessidades do Hospital Santa Marcelina.

O deputado Ribamar Araújo (PR) parabenizou Adelino Follador pela iniciativa e enalteceu o trabalho da diretora da instituição, irmã Lina Maria Ambiel, a quem disse ser merecedora da mais alta homenagem que a Casa de Leis pode oferecer.

Segundo o parlamentar, sem o trabalho das irmãs a sobrecarga na rede pública de saúde seria um caos para Porto Velho. Para o deputado, é de se admirar o trabalho que as irmãs executam tanto na área da saúde como na gestão na área da educação e com tão pouco recurso.

O vice-governador, Daniel Pereira (PSB) saudou à todos os componentes da mesa, parabenizou a Casa e o deputado Follador pela iniciativa e parabenizou as irmãs Marcelinas pelos 63 anos da instituição e os 42 anos de administração à frente do Hospital Santa Marcelina. 

“É admirável a capacidade que essas pessoas, através da fé, da boa vontade de querer ajudar o próximo, mesmo com tão pouco recurso. Também acredito que, se toda nossa estrutura da saúde fosse gerenciada pelas irmãs, o recurso que nós temos seria mais do que suficiente. Vocês, que dedicaram suas vidas em ajudar o próximo, vocês nos inspiram”, declarou Daniel Pereira.

Para iniciar as homenagens, um número musical foi apresentado por duas funcionárias do hospital, a psicóloga Luana Shokness e a enfermeira Cris Laine. Em seguida, o historiador Anísio Gorayeb parabenizou o parlamentar pela iniciativa de reconhecer o trabalho das irmãs.

Ele contou a história da criação da colônia até ser instalado o Hospital Santa Marcelina, o qual ressaltou ser o único lugar em Rondônia onde se mantém uma oficina de próteses ortopédicas oferecidas gratuitamente aos pacientes.

A irmã Eunice Camilo disse existir um laço de afeto entre as irmãs e as vítimas de hanseníase, que antigamente, segundo a religiosa, viviam isolados, abandonados, em lugares afastados, esquecidos pela sociedade, “em uma situação de extrema pobreza física, moral e espiritual”.

De acordo com os relatos da irmã, apenas em 1949 surgiu a preocupação da Secretaria de Saúde para com os indivíduos portadores de hanseníase, quando criaram um espaço onde segundo ela, “os doentes eram empilhados”. Em 1954, no início do ciclo da cassiterita, o então coordenador do Território do Guaporé, Joaquim de Araújo Lima, melhorou as condições do hospital.

“E hoje é uma honra estar aqui participando dessa homenagem. O ato do coordenador Joaquim de Araújo Lima merece ser lembrado sempre, tanto para a história da origem do hospital como para a história de Rondônia”, declarou irmã Eunice Camilo.

A diretora do Hospital Santa Marcelina, irmã Lina Maria Ambiel, em nome de toda a instituição, agradeceu a homenagem e apresentou um relatório atual da instituição. Segundo ela, o hospital hoje conta com mais de 100 leitos, 300 funcionários, complexos cirúrgicos, centro de reabilitação, atende 22 especialidades médicas e é referência estadual para tratamento de hanseníase.

De acordo com a irmã, a missão do hospital é oferecer assistência, ensino e pesquisa em saúde com excelência a luz dos valores éticos, humanitários e cristãos. Irmã Lina disse que como toda instituição filantrópica, a entidade também passa por dificuldades financeiras e sobrevive graças a parcerias com segmentos da sociedade privada, doações e trabalhos voluntários. Ela convidou a sociedade a ajudar o hospital.

Pacientes vítimas de amputações decorrentes de acidentes e beneficiados com as próteses fabricadas na instituição relataram a gratidão para com o trabalho exercido pelas irmãs Marcelinas, em especial, o apoio psicológico oferecido pelos profissionais que atuam na entidade.

O padre Marcelo Moshini Daudt, representando a Arquidiocese de Porto Velho, enalteceu os avanços do hospital lembrando a história de como, antigamente, eram tratados as vítimas de hanseníase e, inclusive, as pessoas que mantinham contato com os doentes. O chanceler definiu o trabalho das irmãs como “valorização da dignidade da pessoa humana”.

Representando o Conselho Regional de Medicina (Cremero), o conselheiro José Carlos Coutinho disse se sentir “casado” como o hospital, tamanho o comprometimento que tem com a instituição, local do qual disse ter trazido para sua vida, enriquecimento como profissional da medicina e como pessoa humana.

O secretário adjunto Municipal de Saúde, Juan Carlos Boado Galvan, destacou o quanto o hospital contribui com a área da saúde em Porto Velho. Segundo ele, “não tem preço o que as irmãs fazem, entre todas as suas ações, elas devolvem dignidade aos sequelados pela hanseníase”, enfatizou o médico que enfatizou a necessidade que a instituição tem de receber ajuda do poder público e da sociedade como um todo.

Adelino Follador ressaltou que a Prefeitura de Porto Velho poderia ser mais parceira do Hospital Santa Marcelina. Segundo ele, a exemplo dos demais municípios polos, hospitais regionais de média e baixa complexidade contam com apoio de suas prefeituras.

Para o parlamentar, se a Prefeitura de Porto Velho tivesse que investir em um hospital desse porte, os gastos seriam muito maiores do que passar a contribuir com o Hospital Santa Marcelina.

O deputado encerrou a solenidade de homenagens entregando, ao lado do presidente Maurão de Carvalho e do vice-governador Daniel Pereira, o certificado de Voto de Louvor ao Hospital Santa Marcelina, representado pela diretora irmã Lina Maria Ambiel. Ao final, funcionários do hospital foram convidados a se juntar com as autoridades e as irmãs, para a foto oficial da solenidade.

 

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